engajamento

Empoderamento de Times, apostar na vontade e desenvolver as habilidades

O mercado possui uma demanda latente por profissionais sempre mais qualificados e experientes, mais preparados e completos. A disputa é constante por achar oportunidades melhores, e há uma frequente necessidade de repor uma peça perdida. Em um cenário onde muitos buscam e disputam pelo mesmo padrão cria-se um ambiente competitivo e agressivo, o que geralmente resulta e eleva o preço desses profissionais tão requisitados, nada mais justo.

Porém, é quase sempre possível enxergar oportunidades em cenários competitivos. Basta olhar as coisas um pouco fora do senso comum e pensar de uma forma diferente.

Manter profissionais para todo sempre na empresa acaba sendo algo “negativo” para ele e as vezes até mesmo para a própria empresa. A rotatividade, a mudança de pensamento, os diferentes pontos de vista são coisas boas no fim das contas.

Neste contexto talvez nos caiba pensar. E se olharmos mais para os Jr’s?

E se você aceitar que um dia seu melhor profissional vai embora, e ao invés de correr atrás do prejuízo você já comece a se preparar?

Pois bem, vamos discutir um pouco sobre como se preparar para cenários assim.

Cultura colaborativa e aprendizagem

Um bom início é estabelecer uma cultura colaborativa e que promova a troca de experiências e aprendizagem. Não é preciso investir grana para isso, é preciso organizar seu processo para um modelo que permita esse tipo de iniciativa.

Imagine que ao término de cada rodada de um projeto ao invés da pressão para o início da próxima fase exista um momento de imersão e troca de experiências e produção de informações relevantes daquilo que foi aprendido.

Durante esse processo de imersão você pode aplicar dois modelos de aprendizagem muito poderosos. O PBL (Problem/Project Based Learning) e/ou o CBL (Challenge Based Learning), essas são as metodologias de inovação educacional utilizadas pela Google e Apple respectivamente.

Trazendo esses modelos para uma realidade de desenvolvimento, para o momento final após a conclusão de sprints ou fechamento de releases, a aplicação do PBL é mais interessante para validar o aprendizado e através desta ação disseminar, produzir e replicar o conhecimento.

Aproveitando o momento que antecede uma nova fase, a aplicação do CBL para colaboração e engajamento para enfrentar novos desafios acaba por ser a melhor estratégia.

Se você se interessou por PBL e CBL e quiser saber um pouco mais, deixa aí nos comentários.

Times de alta performance são formados e não nascem prontos

Estimular o desenvolvimento de habilidades comportamentais em um time com características predominantemente técnicas pode render profissionais mais bem qualificados ainda.

Uma prática interessante é criar momentos para trilhas internas onde os profissionais possam trazer assunto que eles considerem relevantes e explica-los ao restante da equipe. Essas trilhas internas darão oportunidade do desenvolvimento da oratória, de se promover canais de ensino fomentando tecnologias e disseminação de conhecimento.

Aquilo que é apresentado como exemplos, em momentos de trilhas, pode ser compartilhado com uma comunidade. A ideia opensource, além de tudo, possibilita causar relevância no mercado e até mesmo identificar quem se identifica de forma prática com a sua cultura ou produto.

Por fim, registrar esses momentos ou assuntos rende uma base de conhecimento que pode ajudar impactando as pessoas e o seu próprio time, acelerando o seu processo de desenvolvimento dos profissionais Jr’s, por exemplo.

Empoderamento a quem tem fome 

Além das práticas mencionadas acima, existem outras que possibilitam ganhos significativos e aceleram o processo de aprendizagem, e voltando ao começo da nossa conversa. Acredito que políticas internas de empoderamento a Jr’s, buscando a formação do desenvolvimento de seu perfil e habilidades, possam ser mecanismos interessantes. Mas não é só dar oportunidade a quem está começando, e sim apresentar isso como algo positivo, como algo promissor para a sociedade. Mudar o mindset das pessoas ao ouvirem aqueles que estão começando, ao falarem com orgulho que estão em um momento inicial, e valorizar o seu desejo em contribuir com algo.

Programas de training, estágios ou até mesmo a contratação de Jr’s com o foco no desenvolvimento do profissional pode ajudar times a não só descobrirem, mas formarem novos talentos dentro de uma empresa. Ouvir e oferecer oportunidade para pessoas terem voz e mostrarem que elas podem não possuir a faca e o queijo nas mãos, mas que possuem a fome para fazer o resultado acontecer.

 

Um pouco da nossa história  

Acredito muito na formação de pessoas e acho que o mercado enxergando mais do que habilidades técnicas ganha mais, buscando profissionais iniciantes e com vontade de aprender e crescer.

Programas de aceleração em parcerias com centros de educação, relacionamento mais presente das empresas com a universidade. Essas podem ser iniciativas promissoras.

Atuo em um grupo educacional e coordenado um time cuja rotatividade é altíssima, mas atualmente me orgulho disso. Hoje usamos isso ao nosso favor, pois entendemos que o nosso papel, também, é o de formar profissionais, e cada dois anos nossas estatísticas mostram que pegamos alguém Jr da universidade e preparamos para ser absorvidos por grandes empresas e isso nos deixa felizes também. Como ação do nosso papel perante a sociedade, para promover a equidade de oportunidade no ambiente de trabalho, nós mudamos desde o nosso seletivo até as nossas rotinas.

Todo nosso contato com as pessoas que desejam fazer parte do nosso time é fomentando a formação de equipes e todo trabalho baseado na colaboração. Da parte teórica a pratica no github, até os novos ingressantes se depararem com o nosso ambiente voltado a aprendizagem. Atualmente temos iniciativas muito positivas como o nosso #Sextou, onde nos desligamos por uma hora das rotinas e trazemos algum assunto voltado a tecnologia para que possamos discutir em conjunto. Se ficou curioso confere o link com uma descrição bem rápida da nossa cultura. Nós acreditamos que iniciativas como essa e outras possibilitam o engajamento que precisamos para formar e gerar valor a empresa e aos nossos times.

Por fim, uma das maiores ferramentas que qualquer empresa pode ter é o engajamento de seus colaboradores em prol da mesma direção. Fomentar isso não é fácil e nem simples, mas é refletindo sobre como serão os passos para se chegar lá é que já saímos da inércia para uma maravilhosa caminhada.

Parse

Se preocupando com o que realmente importa – Instalação e Configuração do Parse

Olá, tudo bem ?

Que tal abstrair um pouco de todo o esforço com o desenvolvimento de uma estrutura BackEnd. Pois é, se for produzir um app seria excelente dedicar o esforço do seu time focando na parte mobile, não é mesmo ?

Uma solução bastante interesse para atender essa necessidade é a utilização de ferramentas como o Parse, cujo produto da startup foi comprado pelo Facebook e teve seu código fonte aberto e disponível para que nós pudéssemos brincar com ele agora.

Mas antes de iniciar a instalação e você correr o risco de usar comandos que comprometam o seu Sistema Operacional, vamos aprender a utilizar uma outra ferramenta para evitarmos esse problema. Vamos começar então conhecendo um pouco do Vagrant.

O Vagrant nos permite simular diversos servidores e isolarmos nossos testes do nosso SO. Para não perdermos tempo aprofundando nesta ferramenta, vamos seguir o tutorial de instalação disponível no meu GitHub: https://github.com/MichelCordeiro/devops. Em resumo, iremos instalar a ferramenta e instalar o Sistema Operacional Ubuntu. No exemplo do repositório git são configurados 4 servidores, mas para esse nosso tutorial iremos utilizar somente o servidor de Build.

Bem, como estamos apenas aproveitando um tutorial já existente, podemos até fazer uma pequena modificação no arquivo Vagrantfile, podemos deixa-lo da seguinte forma:

Vagrant.configure(2) do |config|

config.vm.box = “precise32”

config.vm.provider “virtualbox” do |v|

v.memory = 3072

v.cpus = 3

end

config.vm.define :build do |build_config|

build_config.vm.network :private_network, :ip => “192.168.33.20”

end

end

Pronto, agora vamos executar o comando:

vagrant up

E depois vamos logar no servidor de build usando o comando:

vagrant ssh build

1 – Instalando e Configurando Node.js e ferramentas de desenvolvimento

Vá para a raiz do seu servidor:

cd ~

Atualize os pacotes do servidor:

sudo apt-get update

Instale o recurso que lhe permitirá copiar url’s da internet para baixar ferramentas:

sudo apt-get install crul

Baixe o repositório do node para instalação:

curl -sL https://deb.nodesource.com/setup_5.x -o nodesource_setup.sh

Rode script de configuração do repositório node:

sudo -E bash ./nodesource_setup.sh

Vamos fazer a instalação do node e do git:

sudo apt-get install -y nodejs build-essential git

2 – Instalando um exemplo do Parse Server App

Vamos baixar o parse-server-example:

git clone https://github.com/ParsePlatform/parse-server-example.git

Vamos entrar no diretório baixado:

cd ~/parse-server-example

Vamos fazer a instalação das dependências do projeto:

npm install

3 – Instalando MongoDB

Vamos instalar o servidor NoSQL que o Parse utiliza. Para isso vamos configurar algumas chaves do Ubuntu para baixar arquivos que utilizaremos. Execute o comando:

sudo apt-key adv –keyserver hkp://keyserver.ubuntu.com:80 –recv 7F0CEB10

Para executar o comando seguinte você pode esbarrar em problemas de permissão então vamos logar como root. Faça:

sudo su

echo “deb http://downloads-distro.mongodb.org/repo/ubuntu-upstart dist 10gen” | tee -a /etc/apt/sources.list.d/10gen.list

apt-get -y updateapt-get -y install mongodb-10gen

exit

Caso queira ter certeza que o mongodb esta rodando, execute o comando:

sudo service mongodb status

4 – Testando a aplicação de exemplo

Vamos iniciar o serviço:

npm start

Você receberá uma mensagem informando que o DATABASE_URI ainda não foi configurado. Por hora vamos ignorá-la.

Vamos fazer algumas pequenas alterações nos arquivos de configuração. Dê um Ctrl + C para poder usar o terminal novamente e utilize o seguinte comando para editarmos o arquivo:

nano index.js

Vamos fazer algumas edições neste arquivo. Observe em negrito o trecho que você deve alterar:

// código //

var api = new ParseServer({

databaseURI: databaseUri || ‘mongodb://192.168.33.20:27017/dev’,

cloud: process.env.CLOUD_CODE_MAIN || __dirname + ‘/cloud/main.js’,

appId: process.env.APP_ID || ‘parse‘,

masterKey: process.env.MASTER_KEY || ‘parse_key‘, //Add your master key here.$

serverURL: process.env.SERVER_URL || ‘http://192.168.33.20:1337/parse’,  // D$

liveQuery: {

classNames: [“Posts”, “Comments”] // List of classes to support for query s$

}

});

// código //

O endereço IP que você está atribuindo no lugar do localhost é o já especificado no arquivo de configuração do vagrant.

  • Na opção de APP_ID, você dará um nome de identificação para o app.
  • Em MASTER_KEY você definirá uma chave de identificação.
  • Em ServerURL você também colocará o IP já configurado no vagrant.

Salve as alterações com Ctrl + O e depois Ctrol + X para sair.

Inicie novamente o serviço usando

npm start

Agora vá em seu navegador e digite a url: http://192.168.33.20:1337/

Você deverá ver a mensagem: “I dream of being a website. Please star the parse-server repo on GitHub!” ou algo similar.

Vamos agora rodar um teste de verificação de Post. Abra uma nova aba no servidor e execute o comando, cole todo o bloco de uma vez:

curl -X POST \

-H “X-Parse-Application-Id: parse” \

-H “Content-Type: application/json” \

-d ‘{“score”:1337,”playerName”:”Sammy”,”cheatMode”:false}’ \

http://192.168.33.20:1337/parse/classes/GameScore

Fique atento para os itens em negrito, pois foram os que definimos no arquivo de configuração anterior. Caso tenha utilizado algo diferente faça os ajustes nesse momento.

5 – Instalando e configurando Parse Dashboard

Para instalarmos o dashboard do Parse utilizaremos o comando:

sudo npm install -g parse-dashboard

Agora iremos criar um arquivo de configuração json para o nosso app no Parse. Os comandos são:

cd ~

touch parse-dashboard-config.json

nano parse-dashboard-config.json

Dentro do arquivo cole o seguinte código:

{

“apps”: [

{

“serverURL”: “http://192.168.33.20:1337/parse”,

“appId”: “parse“,

“masterKey”: “parse_key“,

“appName”: “parse

}

],

“users”: [

{

“user”:”parse“,

“pass”:”parse

},

{

“user”:”user2″,

“pass”:”pass”

}

]

}

Por fim, execute o comando para registrar a configuração do arquivo de criamos:

parse-dashboard –config parse-dashboard-config.json –allowInsecureHTTP=1

Ufa, enfim chegamos ao fim!! Hehe

No seu console será exibida a mensagem: “The dashboard is now available at http://0.0.0.0:4040/

Vá em seu navegador e coloque o IP fixo que estamos utilizando:

http://192.168.33.20:4040/

Será pedido o usuário e senha que definimos em nosso script. Então autentique com:

  • User: parse
  • Password: parse

Em seu navegador você verá a área de dashboard do Parse.

Captura de Tela 2016-05-30 às 20.29.24

Pronto, missão cumprida!!!

Agora você já pode começar a brincar.

Abraço!!

Referências

https://www.digitalocean.com/community/tutorials/how-to-run-parse-server-on-ubuntu-14-04

https://www.digitalocean.com/community/tutorials/how-to-install-mongodb-on-ubuntu-14-04

https://github.com/ParsePlatform/parse-dashboard

https://github.com/ParsePlatform/parse-server

https://www.digitalocean.com/community/tutorials/how-to-install-mongodb-on-ubuntu-12-04

http://stackoverflow.com/questions/13112400/gpgkeys-key-7f0ceb10-not-found-on-keyserver-response-while-try-to-install-mon

YouTube – Install Parse Server and Parse Dashboard to Digital Ocean – Part 1/3

 

 

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Eu também quero ser ágil!

Olá pessoal, tudo bom?

Há um tempo uma amiga se interessou por esse universo da agilidade. Entrou em nosso grupo no facebook (Agile Maranhão) e acompanhou nossas postagens. O curioso foi ela nos ter feito perceber que falamos muito de agilidade para os iniciados e as vezes esquecemos dos iniciantes. Então, separei algumas boas práticas para os primeiros passos com agilidade.

Vamos lá!

Comece pequeno, prove primeiro seu valor

Disseminar a cultura ágil é sem dúvida um grande desafio. Em sua longa trajetória com esse intuito as pessoas duvidarão constantemente dos possíveis resultados. Então, comece mantendo seu esforço no seu time atual. Venda inicialmente a ideia das práticas ágeis a eles, sugerindo sempre abordagens, formas de trabalho, cerimônias, etc que você estudou e que poderiam ajudar com o projeto.

Faça simples, pense em pessoas envolvidas e não em super ferramentas

Uma grande questão quando se está iniciando é que ferramenta utilizar. Quanto a isso, existem inúmeras e se você focar muito nisso no primeiro momento não extrairá os benefícios que realmente importam com a cultura ágil. Vamos nos basear no que diz o manifesto ágil, “indivíduos e interações mais que processos e ferramentas”, ou seja, faça com que sua equipe trabalhe primeiro para entender o que está fazendo, focado nas interações, papéis e responsabilidades. Utilize post-it e uma boa parede para controlar suas atividades através do Kanban. Tenha simples raias com Backlog, To Do, Doing e Done no primeiro momento. O esforço é mínimo e através dessa gestão visual você já começará a mostrar algo diferente para os outros times.

Realize entregas curtas e constantes

A essência da cultura ágil está nas entregas mais curtas e validadas o quanto antes pelo cliente. Defina com sua equipe o intervalo da sua Sprint, algo entre duas semanas ou no máximo quatro. Ao final de cada etapa apresente um incremento do seu projeto ao seu cliente. Neste momento não se preocupe em entregar o sistema todo funcionando. Apresente aquilo que você e sua equipe se comprometeram em fazer durante a Sprint. Lembre-se que ao se comprometer com algo você deve pegar aquilo que gera valor ao seu cliente. Por exemplo, ter finalizado o banco de dados, ou ter configurado uma aplicação ou servidor são atividades que não geram valor ao seu cliente.

Esta iniciativa de entregas curtas e constantes certamente será aquilo que irá trazer o diferencial ao seu time e com você trabalhando sempre para atingir a expectativa do seu cliente estará um passo a frente para fortalecer e disseminar as práticas ágeis dentro da sua empresa.

 

Estude e troque experiências 

Entender sobre a cultura ágil não é algo complexo. O problema está na aplicação dos modelos e técnicas. Dominar as práticas levam tempo e experiência. Busque sempre mentorias com outros agilistas. Entenda que não existirá formula mágica e que você deverá encontrar dentro das inúmeras possibilidades ágeis, aquilo que mais faz sentido a você e sua equipe. Nosso grupo de agilistas irá adorar ajuda-lo nisso.

Pois bem, essas foram algumas dicas bem simples e que podem te ajudar neste momento inicial. Boa sorte nessa sua nova jornada e conte conosco para apoia-lo.

Abraço!!

quebra-cabeça

Gestão da Priorização de Demandas por Importância, Retorno Investido e Necessidade

Olá Pessoal

Certamente você já se encontrou na situação de receber inúmeras demandas ao mesmo tempo. Todas com aquele senso de urgência singular dado por cada departamento. Nestes momentos, caro amigo PO, como você gerencia e organiza tudo ? Por onde começar ? Quais critérios estabelecer ?

Pois bem, sabemos que não há, de forma alguma, uma formula mágica e que cada empresa e situação pode ser tratada de uma forma única. Entretanto, existem várias técnicas que podem nos auxiliar nestas definições. Então, vamos analisar três abordagens que podem ser utilizadas para priorização. Aplicaremos elas em conjunto para cada momento de nossa gestão. Utilizaremos as técnicas GUT, Peso Relativo e MoSCoW.

Interessou ? Então vamos lá ?

Definindo Importância

Para iniciarmos não precisaremos ter grandes descrições das demandas, mas precisaremos entender a importância de cada uma para a organização. Para esta primeira abordagem utilizaremos a técnica GUT (Gravidade Urgência Tendência) para priorizarmos nosso backlog de solicitações.

O GUT é uma técnica de priorização por importância, obtida através da multiplicação dos três fatores analisados. São eles:

  • Fator de Impacto (Gravidade): É analisado o impacto da demanda quanto a sua gravidade. O que a não implementação da demanda gera de impacto a empresa?
  • Fator de Tempo (Urgência): É analisado o impacto da demanda quanto ao tempo de resposta para a solução. Quanto mais o tempo passar o que pode acontecer ?
  • Fator de Tendência (Tendência): É analisado o impacto da demanda quanto ao que pode acontecer com o passar do tempo sem a solução. Se nada for feito a situação tende a se manter, nada acontecer ou só a piorar ?

Uma boa prática, para auxilia-lo neste momento, é definir para cada escolha uma justificativa. Só não esqueça de um detalhe muito importante para o sucesso desta abordagem. Você está lidando com interesses distintos e não pode definir nenhum destes fatores sozinho. Então, recomendo a você juntar seus clientes em uma sala, apresentar a lista de demandas e propor o exercício em conjunto.

Peça que cada solicitante justifique cada um dos três fatores referente a sua demanda. Em seguida leia-os para todos e abra um espaço para uma breve explicação do demandante. Por fim, solicite a todos que avaliem todas as demandas dentro do intervalo de 1 a 5 sendo sempre o de maior número o de maior peso. Ao final deste processo multiplique GxUxT de cada um, por fim some o de todos. Atualize a planilha e veja aquele que obteve o maior valor.

Esta é uma forma democrática de negociar e sensibilizar a todos quanto as atuais demandas, lembre-se de ter nessa reunião pessoas com entendimento gerencial quanto as necessidades da empresa.

Organize suas demandas em uma planilha simples. Após obter os valores de prioridade, organize do maior para o menor.

Demanda Gravidade Urgência Tendência Prioridade(GxUxT)
Demanda 1 5 3 4 60
Demanda 2 3 2 2 12
Demanda 3 4 3 1 12
Demanda 4 4 5 4 80
Demanda 5 3 3 3 27

Crie sua planilha com o peso para que o possa atribuir. Avalie ou escolha a melhor nomenclatura conforme a sua necessidade. Lembre-se do objetivo da abordagem. Um exemplo:

Peso Gravidade

(Fator de Impacto)

Urgência

(Fator de Tempo)

Tendência

(Fator de Tendência)

5 Extremamente grave Precisa de ação imediata Irá piorar rapidamente
4 Muito grave É urgente Irá piorar em pouco tempo
3 Grave O mais rápido possível Irá piorar
2 Pouco grave Pouco urgente Irá piorar a longo prazo
1 Sem gravidade Pode esperar Não irá mudar

Excelente PO, já temos nossas prioridade de demandas organizada por importância, e o mais importante é que conseguimos isso alinhados com nossos clientes.

Definindo ROI

Entramos agora no segundo momento de nossa priorização. Sabemos por onde começar, mas precisamos de mais detalhes sobre as nossas demandas. Vamos levantar alguns épicos com nossos clientes do que eles precisam exatamente. Perceba que não estamos buscando nos aprofundar em detalhes. Estamos otimizando nosso trabalho não realizando esforço desnecessário. Isso é Lean, isso é o princípio ágil:

Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.

 Perfeito. Utilizaremos neste momento a técnica do peso relativo. Alinhando junto ao nosso cliente prioridades em função do retorno investido. Não entrarei em grandes detalhes sobre esta técnica pois tem um post abordando somente ela. Para saber como ela funciona com detalhes confira Aqui

Definindo as reais necessidades

Agora que já sabemos o que é mais importante. Quais desejos trarão maior retorno e deverão ser priorizados, finalmente entraremos nos detalhes e escreveremos as estórias desejadas por nossos clientes.

Vamos agora priorizar nosso escopo entendendo as reais necessidades demandadas no projeto. Lembre-se sempre que fizemos isso tudo para entregar valor ao nosso cliente. Nossa missão de sermos assertivos ainda não terminou.

Então vamos finalizar nossa construção do product backlog utilizando a técnica MoSCow. Trata-se de uma técnica muito simples onde classificamos nossas estórias da seguinte forma:

  • Must Have (Deve Ter): Classificamos todas as estórias que são essenciais para nosso cliente. Perceba que é daqui que construiremos o nosso MVP.
  • Should Have (Deveria Ter): Classificamos as estórias que tem importância ao projeto, mas sua implementação não é essencial.
  • Could Have (Poderia Ter): Classificamos aqui as estórias que não são importantes aos nossos clientes, mas que costumam ser aquelas que geralmente causam o encanto. A famosa cereja do bolo. Não devemos ignorar essas estórias, pois podemos utiliza-la em estratégias de negociação ou até mesmo na evolução do produto.
  • Won’t Have for Now (Não Terá por enquanto): Por fim classificamos as estórias que neste momento do projeto não geram valor ao nosso cliente. Lembre-se que o backlog sofre refinamento constante e as estórias estão sempre sujeitas a reclassificações conforme a necessidade e feedbacks do cliente.

Excelente. Saímos de um cenário nebuloso e construímos toda uma gestão e identificação de prioridades e necessidades alinhados com nosso cliente. Passamos a fazer a gestão de nosso portfolio de forma mais segura e assertiva. Só não esqueça que esse é um trabalho constante e sempre será preciso negociar e alinhar expectativas.

Agora que temos tudo pronto, vamos alinhar logo tudo com a equipe de desenvolvimento que já está ansiosa para iniciar a construção do MVP.

Espero que tenha gostado. Curta, Compartilha e Comente.

Abraço!

Einstein

Menos “achismo” e mais técnica – Priorização pelo ROI

Olá Pessoal

Na preparação de projetos ágeis, antes do start oficial da codificação, é necessário estabelecer o MVP (Minimum Viable Product) para iniciar o desenvolvimento de um potencial entregável estabelecido nas iterações acordadas. É preciso construir o Product Backlog e refinar gradativamente seus itens de acordo com a prioridade atribuída.

Neste momento, meu caro amigo PO, você precisa estar ciente que há uma grande expectativa do seu trabalho para a fluidez do projeto.

O time aguarda ansiosamente por suas definições para então ajudar a construir o Sprint Backlog e iniciar as Sprints. Enquanto isso o cliente cobra prazos e deseja o produto.

Então PO, antes de começar é preciso refletir nas suas atribuições e responsabilidades. É seu papel:

Ser um visionário: Entenda que o time vai se guiar pela visão que você der a eles de aonde vão chegar e isso precisa estar atrelado a expectativa do cliente

Negociar: Entenda que negociação não é simplesmente dizer que não dá ou impor uma forma de acontecer. Lembre-se que o melhor jeito de resolver situações de conflito é através do modelo ganha-ganha.

Planejar as entregas: Você deve construir o quanto antes o roadmap do produto para que tenha a visão clara de para onde está indo e de onde já veio. Defina os marcos de suas releases e trabalhe entregando o quanto antes e continuamente.

Planejar Sprints: Monte as Sprints com atividades alinhadas com o cliente.

Validar entregas: Reviews são momentos importantes. Você ajudou a definir o conceito de pronto. É sua responsabilidade analisar se as entregas estão em conformidade.

Gerar e entregar valor para o cliente: Todo o seu trabalho só terá sentido se você estiver entregando valor ao seu cliente. Não trabalhe com a síndrome do PO. O cliente está lá para ser ouvido. Então, entenda o que ele quer e precisa.

Trabalhar com Foco Do Cliente (outside in): Busque o feedback constante. Ouça sempre a opinião do seu cliente. O foco tem que ser naquilo que de fato interessa mais a ele.

Encantar o cliente: Esteja sempre alinhado com a expectativa e entendendo bem as necessidades do seu cliente.

Priorizar o Product Backlog: Utilize técnicas e não trabalhe no achismo.

Alinhados com o seu papel e sabendo que para desenrolar todo andamento precisamos ter o backlog priorizado. Focaremos em como priorizar o PBL através de uma das diversas técnicas existentes, utilizaremos o Peso Relativo para priorização do backlog.

A técnica de peso relativo é uma abordagem para analisar aquilo que possui maior prioridade. Entendendo-se mais prioritário aquilo que possui o melhor retorno sobre o investimento, o famoso ROI. Em outras palavras esta pode ser a melhor abordagem para o PO lidar com clientes que não sabem por onde começar, onde tudo é prioridade. Através de um alinhamento estratégico o PO poderá demonstrar qual épico será o melhor a iniciar e por onde poderá definir o Produto Mínimo Viável. Desta forma evite o achismo quanto ao que deve ser iniciado nestas situações. Se tudo é prioritário, demonstre aquilo que de fato trará melhor retorno ao seu cliente naquele momento.

Dito isso, vamos entender melhor a abordagem.

Para obter seu MVP você deve estar de posse de alguns épicos e temas levantados com o seu cliente. Neste momento ainda não precisaremos de grandes detalhes, pois precisamos entender melhor estas necessidades.

Junto ao seu cliente defina qual o objetivo do projeto. Está informação irá ajuda-lo a identificar aquilo que gera valor. Liste em conjunto com o cliente aquilo que ele anseia de retorno com o projeto com base no objetivo.

Exemplo:

  • Redução de Custos
  • Aumento da satisfação do cliente
  • Aumentar as vendas
  • Aumentar a carteira de clientes
  • Obter reconhecimento do mercado, etc…

Em paralelo a este alinhamento o time precisa estimar inicialmente os épicos e temas que você já levantou com o seu cliente. Esta visão macro irá ajuda-lo a entender melhor sua priorização.

De posse destes levantamos vamos tabelar os dados para extrairmos algumas informações:

Atribua valores de 0 a 10, ou qualquer outro intervalo de forma crescente, na matriz que relaciona os épicos com os valores. As colunas seguintes tratam apenas do somatório destes pesos e o percentual que representam quanto ao total. Na coluna de estimativa coloque o que foi analisado pelo time. O custo é o percentual dessa estimativa.

Por fim, teremos a prioridade que nada mais é que o ROI. É calculado da seguinte forma:

ROI = Benefício/Custo

Analisando nosso exemplo podemos entender que o épico de integração de mídias sociais é o mais prioritário quanto ao custo benefício. Logo, este será um recurso de entrega mais rápida e de melhor investimento.

Perceba que em nosso exemplo este item não é o de maior benefício. Contudo, a técnica também leva em consideração o custo proporcional, ou seja, não adianta o item representar o percentual elevado quanto ao seu benefício tendo um custo elevado. A ordenação de priorização acontecerá em função dos itens que apresentarem o maior equilíbrio quanto ao benefício e o custo.

Então, lembre-se que esta não é a única solução para priorização. Existem diversas técnicas e abordagens onde cada uma pode ser utilizada conforme a necessidade do projeto. O importante é estar familiarizado com o maior número que puder e aplicar aquela que for mais conveniente de acordo com a situação.

Deixe seu comentário, curta e compartilhe se puder.

Abraço!

kaizen

Nós não temos desculpas, temos solução – Kaizen

Olá Pessoal

Quando pensamos em melhoria contínua nos encontramos em um cenário de busca por práticas que nos levem a evoluir os processos em que estamos tendo rendimento negativo.

O “O que” e o “Como Fazer”, são questões que precisam ser respondidas por equipes e gestores nestas situações.

Hoje apresentarei a vocês uma dinâmica, criada e aplicada por mim, para trabalhar o foco do cliente voltado a solução de problemas.

Se animou ? Então vamos lá!

Entrada: Uma lista com feedbacks negativos

Objetivo: Promover o debate das avaliações negativas com foco na solução

Competências Trabalhadas: Foco do cliente, visão sistêmica, foco no resultado

Duração: 1h

Saída: Plano de ação

Aplica-se em: retrospectivas, giro do ciclo PDCA, busca pela melhoria contínua.

Então vamos aos detalhes do processo!!

PAPÉIS E RESPONSABILIDADES

A dinâmica proposta é um jogo, e para começar organize as pessoas envolvidas em equipes. Defina um personagem central, alguém que será o juiz da competição. Para esta função escolha alguém totalmente imparcial, que não tenha ligação alguma com a situação do projeto. Nós queremos utilizar a disputa para estimular soluções, logo, a decisão de um time vitorioso é puramente ilustrativa.

Por fim, estabeleça um facilitador que explicará as regras e conduzirá o jogo.

DINÂMICA DO JOGO

Prepare os feedbacks e os organize em pequenos cartões. Na parte principal coloque o tema e no verso descreva em detalhes a avaliação negativa. Posicione todos os cartões em um quadro ou parede para que possam ser escolhidos e discutidos gradativamente.

O juiz deverá selecionar qual cartão será debatido. O facilitador irá ler e as equipes terão 1 minuto para realizar perguntas sobre o assunto. Em seguida serão dados 3 minutos para sejam elaboradas soluções para o problema em questão.

Ao término do tempo o facilitador pedirá que as equipes leiam suas propostas e o juiz deverá decidir de qual gostou mais.

REGRAS DO JOGO

O foco do jogo é não dar desculpas ou justificativas. É natural que a equipe tente se explicar sobre os feedbacks negativos, mas o intuito, nesse momento, não é querer saber o que aconteceu e sim que sejam levantadas sugestões para que os problemas não ocorram mais.

Então, o juiz deverá também atuar como radar das equipes. Se ele julgar que uma equipe está se justificando ou dando alguma desculpa a mesma deverá ser penalizada e deverá dizer em conjunto o nome do jogo: “NÓS NÃO TEMOS DESCULPA, TEMOS SOLUÇÃO!!”, isso poderá ocorrer em qualquer momento do jogo.

A penalização serve de quebra-gelo entre as pessoas. Lembre-se de conduzir o jogo de uma forma descontraída e dando liberdade para as equipes serem criativas em suas soluções. Uma outra sugestão é ao final de cada rodada a equipe que não tiver sua proposta escolhida também repetir o nome do jogo para dinamizar as rodadas.

O objetivo não é ter uma equipe vencedora, mas sim promover a reflexão dos times em soluções. Todas as sugestões serão recolhidas e consideradas.

Ao término do jogo reúna-se com a equipe e pegue todos os cartões de propostas de soluções. Elimine aqueles com ideias similares. Peça a equipe que cada um escolha um cartão e dê o prazo de quando entregará a solução.

Ao fechar este exercício você terá o seu plano de ação para as correções dos problemas apontados.

RESULTADO

Durante o jogo conseguimos causar o envolvimento necessário da equipe para a busca de solução quanto as avaliações negativas. Através da dinâmica conseguimos pegar as sugestões dadas e em uma rodada de refinamento estruturarmos em um plano de ação para correção dos problemas.

Isso é melhoria contínua, é o que os japoneses chamam de Kaizen!!

Além disso, é possível avaliar, na equipe, competências que poderão ser melhor desenvolvidas através de atribuições dadas ao longo do projeto.

O mais importante desta abordagem é o envolvimento e engajamento do time com as soluções apresentadas. Não discutimos culpados, nem justificativas, trabalhamos apenas com soluções neste jogo.

Espero que tenham gostado da dinâmica e caso cheguem a aplicar em suas equipes não deixe de deixar o feedback de como foi seu resultado.

Abraço

shuhari

Shu Ha Ri

Olá Pessoal

Não é novidade que a filosofia oriental influencia modelos e práticas de gestão no mundo. As artes marciais, por exemplo, ditam ensinamentos que foram difundidos em guerras e ampliados aos cenários competitivos dos negócios.

No ambiente marcial, um Sensei é aquele que treina seu discípulo a sempre buscar a evolução gradativa. Se o seu aprendiz é capaz de fazer 100 movimentos que o levem a exaustão absoluta. O Sensei será aquele que o treinará para atingir o centésimo primeiro movimento, fazendo então com que seu pupilo supere seus limites e atinja um novo estágio, superando sua condição anterior.

Esta prática é o que constantemente encontramos nos projetos. Quantos prazos recebemos que nos pareceram impossíveis ? Quantas metas improváveis não já foram alcançadas ? Quem nunca achou aquele líder de projeto um louco e depois refletiu em como ele era um visionário ?

Equipes de projetos constantemente utilizam boas práticas de desenvolvimento e também estudam diversos modelos, metodologias, frameworks e métodos com o intuito de aplicar em suas organizações o que melhor convém.

Alistair Cockburn, criador da metodologia ágil Crystal e um dos 17 gurus que assinaram o manifesto ágil é um dos grandes disseminadores do conceito oriental oriundo da arte marcial Aikido chamado Shu Ha Ri.

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Shu Ha Ri

Para entender um pouco melhor sobre este conceito na perspectiva do aikido deixo a vocês um trecho da entrevista com o Sensei Okomura, 8º dan. O Shihan Aikikai Shigenobu Okumura desempenhou um papel significante no desenvolvimento do Aikido no pós-guerra. Nesta primeira de uma entrevista de duas partes, ele fala sobre seu treinamento inicial na Manchuria e suas experiências da guerra, enfatizando a importância do conceito do “Shu, ha, ri”.

Em nossa última entrevista você nos falou sobre “Shu, Ha, Ri.” Poderia nos dizer mais sobre essas idéias

Esses são os três estágios do treinamento, isto é, manter (shu) o kata (forma), quebrar (ha) o kata e afastar-se ou libertar-se (ri) do kata.

Esses conceitos se aplicavam da mesma forma às tradicionais artes marciais Japonesas? 

Sim. Esses conceitos não se aplicam só às artes marciais como também a todos os ensinamentos no Japão. Eles são os três estágios de qualquer tipo de prática. Eu acho que disse a você dessa última vez, mas um alemão chamado Nietzsche (filósofo Friedrich Nietzsche, 1844-1900) explicou a mente humana usando metáforas e descreveu o primeiro estágio como um camelo, o segundo como o Leão e o último estágio como um bebê. No primeiro estágio, como um camelo, você deve atravessar um deserto durante uns 30 ou 40 dias, sem ter o que comer ou beber. Em outras palavras, é um período severo de testes de perseverança. Esse é o estágio do “shu”, de manter a paciência. O próximo estágio, “ha”, significa quebrar. O terceiro estágio é para alcançar o estado de ser como um bebê, que é completamente íntegro e puro. Um bebê é perfeitamente livre. As coisas são iguais no ocidente. Entretanto, Nietzsche era tido como ateu no mundo filosófico do ocidente. Não era um cristão. Entretanto, em minha opinião, ele teve um modo de pensar muito oriental. Os termos shu, ha, ri vieram de termos Zen, você sabe. Portanto, o melhor estado é ri, para separar de alguma coisa. Você vive uma vida despreconceituosa. Assim, se você é um iniciante ou está numa classe iniciante, você tem que imitar o kata com precisão. É exigido de você que repita uma forma padrão muitas e muitas vezes, o que é muito duro. Então você passa pelos níveis do Kyu e então para o nível da escala de Dans, quando terá entendido as formas do kata. Aí então é o momento de você trabalhar sua individualidade. Todo mundo, grande, pequeno ou alto, deve exibir individualidade, o que significa uma cisão do que você aprendeu anteriormente. Você continua a fazer isso até cerca do 4o ou 5o Dan. Aí você alcança um nível ainda mais alto, tornando-se verdadeiramente livre. Quando você se movimenta, você pode executar uma técnica sem tê-la pensado em sua mente. Entretanto, no caso da educação na Europa, a individualidade é enfatizada desde o começo. Há poucos casos em que as pessoas começam a aprender com Kata.

Fonte: http://www.aikikai.org.br. Confira a entrevista completa aqui.

O Shu Ha Ri é um conceito rico da filosofia oriental e tem sua síntese extraída na  avaliação de três níveis: manter, separar e transcender. Pois bem pessoal, agora vamos juntar todas essas informações para nos situarmos em uma análise pela perspectiva do nosso mundo de projetos:

Shu: as equipes neste estágio utilizam as técnicas no modelo original, seguem exatamente os preceitos a risca. Adquirem nesta fase a experiência e maturidade necessária para atingir o nível seguinte.

Ha: indivíduos nessa fase já possuem conhecimento em mais de um modelo e tendem a experimentar as abordagens buscando o melhor resultado possível em seus projetos. Neste nível temos as aplicações dos modelos híbridos.

Ri: No último nível os indivíduos estão em um estágio de maturidade onde são capazes de criar seus próprios modelos e técnicas. Possuem experiência e vivencia que possibilitam aplicar boas práticas criadas baseadas nos sucessos e aprendizados dos projetos vividos.

A filosofia deste conceito busca a evolução de equipes quanto a auto-percepção e também a avaliação de times em uma visão Top Down. Imaginem vocês a desenvolverem equipes que encontram-se no estado Shu até atingirem o Ri. É um longo percurso a ser trilhado possibilitando diversos modelos de desenvolvimento de pessoas quanto a técnicas e habilidades pessoais.

Este conceito é trabalhado de formas diversas e aprofundadas por Alistair em consultorias, cursos e livros aplicados em grandes empresas. Em seu site ele expõe relatos de grandes empresas que adotaram a filosofia.

Espero que tenham ficado curiosos sobre o assunto e que busquem conhecer um pouco mais. Agora que você já está familiarizado com o Shu Ha Ri consegue dizer em qual dos três níveis está ?

Abraço!